“Porque, onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles.” Mt 18.20 Mas será que sempre que nos reunimos, principalmente quando nos reunimos em culto a Deus, estamos ali em nome de Jesus?
A Bíblia toda compara o relacionamento de Jesus com a igreja a um relacionamento. Ela é a noiva de Jesus. O amor dele por ela, e todos os ingredientes de uma relação conjugal entre um homem e uma mulher. Essa é a comparação principalmente parte do sentido dEle para com ela. Mas e o contrário? Aí a comparação da igreja para com Jesus a gente vê no livro de Oséias. Os 1.2-9, 4.1-3 e 4.11 à 5.7.
E não é diferente até hoje! Nós somos a igreja! Nosso corpo é o templo e somos a noiva de Jesus. Nossa relação com Ele é comparada a um relacionamento homem e mulher. E atualmente como são seus relacionamentos? A grande maioria é sem sentimentos ou compromisso. A grande maioria está ficando com Deus! Vem de vez em quando e fica por um tempo, depois fica com o trabalho, depois fica com seus estudos, depois volta, fica um fim-de-semana com Deus, se “arrepende”, nunca mais na vida vai voltar a fazer o que fazia, até segunda. Segunda é um novo dia. Quem sabe não aparece um novo ficante? Dinheiro, pornografia... Mas geralmente vai ter uma volta decisiva para Deus, mesmo que não dure muito. Os 6.4-6
Em Oséias o povo é comparado a uma prostituta, é diferente hoje? Infidelidade, descaso e aqui estamos no domingo!
Sobre a questão do “em meu nome”, vemos Jesus utilizando essa mesma expressão tanto para a reunião, como para a oração, em João 14.14 Ele diz que “Eu farei qualquer coisa que vocês me pedirem em meu nome.” tanto que temos o costume de terminar a oração “em nome de Jesus”, mas todos nós já fizemos alguma oração pedindo algo, utilizamos “em nome de Jesus, amém” que não foi atendida. Quer dizer que Jesus descumpriu o que prometeu? Li um texto de Camilo Silva Coelho que conseguiu sintetizar bem, ele diz que “o importante não é afirmar que se ora em nome de Cristo, mas sim que essa sintonia com o nome de Cristo seja uma realidade, pois se essa condição não existir, a simples afirmação de que se ora em nome de Cristo, não passará de simples ritual destinado a ser ouvido pelo homem religioso, mas que nada significa para Deus o Pai.”. Mas estamos nessa sintonia com Deus? Nosso coração é o mesmo que o dEle?
É triste como às vezes podemos ver, em comunidades tão pequenas, grandes picuinhas, “irmãos” que não conseguem se olhar.
Precisamos deixar nosso orgulho de lado, precisamos perdoar, pedir perdão e não só isso! Em Mateus 18.15-17 vemos que o processo de perdão parte também do magoado falando com quem o magoou. Se estiver magoado com alguém, procure essa pessoa, que muitas vezes nem sabe que te magoou. Converse! Olhares que deixam subtendidos, mensagens subliminares não são suficientes, muito pelo contrário, são ineficazes! Se estiver magoado com alguém, vá atrás e resolva seus problemas. Destrua seu orgulho que tanto te prejudica e procure ter relacionamentos mais saldáveis com seus irmãos.
Porque se isso não for feito, as conseqüências são ditas também no livro de Oséias, quando ele continua falando da igreja nos versículos 6 a 11.
Demorou o tempo para que seja feita a faxina de mágoas e sentimentos feridos dentro do corpo de Cristo, dessa família sem falsidade que é tanto cantada da boca pra fora e sofrida goela abaixo. Que consigamos deixar a casa em ordem. Porque sem essa faxina será impossível que possamos reunir dois ou três ou vinte em nome de Jesus.
Brão
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