Dou graças a Deus por ter nascido em lar evangélico. É uma honra e uma bênção. Mas isso não me faz melhor que nenhum outro filho de Deus, a saber, os que já O conheceram e foram remidos por Seu sangue, mesmo que não nascidos de pais evangélicos.
Durante minha caminhada cristã, frequentei, basicamente, igrejas presbiterianas, apesar de passar alguns anos frequentando a igreja anglicana. Tenho em minha família membros de outras igrejas, como batistas e assembleianos, por exemplo.
Lendo o livro de Atos dos Apóstolos, temos uma clara visão da igreja primitiva, de como funcionava. E algo que desperta minha atenção nela é a ausência da mão do homem transformando-a numa instituição. Isso aconteceu com o passar dos anos, sabemos. Mas nos primórdios, os vícios e as tendências ainda não existiam. Uma pureza de comportamento e de propósito ainda era mais fácil de ser identificada.
At 5.42 descreve uma das atividades da igreja primitiva:
“E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo”.
Interessante que, hoje em dia, muitas das igrejas parecem ter esquecido sua missão de anunciar a Jesus Cristo! Isso sem falar de outras atividades que exercem cujo viés em relação à igreja primitiva é explícito.
Não quero e não vou citar uma ou outra denominação. Não se trata de uma defesa do porquê frequentar uma delas especificamente.
O que não podemos e não devemos fazer é nos ater às grifes das igrejas.
Uma igreja é formada por homens, os mesmos dos quais a Bíblia fala que todos pecaram e necessitam da Sua Graça. A natureza pecaminosa do homem acaba influenciando o trabalho das igrejas. Assim sendo, sempre veremos algumas coisas que nos desagradam. A Igreja Militante, essa terrena, é imperfeita. A Igreja Triunfante (a celestial) será perfeita.
Alguns afirmam que a igreja XYZ é mais forte no louvor, outros dizem que a igreja MNOP é a que mais tem ênfase na educação cristã. A verdade é que em todas veremos pontos fortes e fracos.
A Igreja que Jesus tem como noiva é aquela formada pelos santos, os salvos, os que tem Cristo como único e suficiente Salvador, que confessaram seus pecados e obtiveram o perdão do Pai; nos quais o Espírito Santo veio fazer morada.
Mas é extremamente importante que frequentemos as igrejas, as que concordam com o parágrafo acima. É nelas que encontramos as melhores oportunidades de crescimento espiritual e comunhão com irmãos.
E é importante que as igrejas se espelhem na Igreja Primitiva, que procurem viver biblicamente. O fato de haver denominações diferentes explica-se, em parte, pelas formas diferentes de interpretação bíblica. Mas cabe ao povo de Deus combater a discriminação entre as igrejas evangélicas. Mesmo porque não acredito que haverá divisão por denominações na Igreja Triunfante!
Desde os primeiros dias a igreja foi perseguida:
“E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão. Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a Palavra.” (At 8.3-4)
Mas, mesmo em meio às perseguições o Evangelho era anunciado.
Igrejas se dividem nos nossos dias por questões humanas, por rixas e picuinhas entre membros. Que bom que Deus, em Sua infinita sabedoria e por Sua soberania, usa mesmo as divisões e perseguições para o crescimento do Seu rebanho. Conheço igrejas fruto de divisões, que se tornaram incríveis instrumentos de Deus para a multiplicação dos recursos para se anunciar o Evangelho.
Vamos nos preocupar menos com a “grife” das nossas igrejas, somos um só corpo em Cristo. Procuremos gastar mais nossas energias em divulgar a Salvação em Cristo.
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